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Notas do Mercado Imobiliário – 8 a 14 de setembro de 2014

8 de setembro de 2014
  • OPINIÃO DE INVESTIDORES Segundo a Pesquisa Global da Opinião dos Investidores / 2014, realizada pela Franklin Templeton, nada menos que 23% dos investidores brasileiros creem que o mercado imobiliário é a melhor opção de investimento para os próximos 10 anos. Em 2º lugar, com 15%, surge a aplicação em bolsa de valores. Em 3º lugar, estão as commodities não-metálicas e os depósitos de renda fixa, cada um com 12% das respostas.
  • MERCADO SEGUE FORTE A opinião dos investidores pode estar respaldada no ritmo de crescimento do mercado imobiliário – quase sete vezes maior do que o do PIB – e no fato do crédito imobiliário contar com forte apoio estatal. E não se trata de algo de momento. No futuro, por conta do alto déficit habitacional no País (cerca de 7 milhões de moradias), o ramo dos imóveis deverá continuar liderando.
  • AMERICANA NO BRASIL A incorporadora norte-americana Related está chegando ao País com uma ambição: tornar-se uma das maiores empresas do ramo, em apenas três anos. Prevendo investimentos na ordem de um bilhão de dólares no próximo triênio, a Related terá como foco o Nordeste brasileiro. Outras companhias americanas e também europeias estão de olho no nosso mercado.
  • OS MELHORES GAÚCHOS O CRECI-RS, em parceria com o Pense Imóveis, premiou as imobiliárias e os corretores que se mais destacaram no mercado imobiliário gaúcho no ano de 2013. O 1º Prêmio CRECI-RS foi entregue no final de agosto às imobiliárias Master Imóveis, Ducati, One Imóveis de Luxo e Nilo Imóveis, e aos corretores Laerson Kunzler, Rozely Athayde, Cristine Vieiro e Luiz Cesar da Silva.
  • VALORIZAÇÃO SUPERA INFLAÇÃO De acordo com o índice FipeZap Ampliado, o valor de mercado dos imóveis residenciais teve uma alta média de 3,49% nas dezesseis cidades brasileiras pesquisadas. Nos últimos doze meses, o aumento acumulado é de 10,90%. O índice é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica em parceria com o portal Zap Imóveis, e está baseado nas ofertas publicadas.
  • REGISTROS ON LINE A mesma lei que criou o Programa Minha Casa, Minha Vida (11.977/09), também determinou que até julho de 2014 todos os ofícios imobiliários deveriam estar disponíveis na internet. O sistema permitiria, entre outras coisas, o registro eletrônico, a solicitação de certidões e a visualização das matrículas dos imóveis, facilitando a vida dos brasileiros. Ainda está no papel.
  • A META É R$ 140 BI A Caixa Econômica Federal, que detém mais de 2/3 do mercado de crédito imobiliário, prevê um crescimento mensal de R$ 12,5 bilhões até o final do ano. A meta da CEF é encerrar 2014 com R$ 140 bilhões em operações de mútuo habitacional. Atualmente, esse mercado já representa cerca de 9% do Produto Interno Bruto (PIB) – um aumento de 400% em relação ao início do século.
  • CRÉDITO EM ALTA A ABECIP divulgou que o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis no País somou R$ 10,4 bilhões em julho – uma elevação de 4,3% em relação ao mesmo mês do ano passado e de 14,1% na comparação com junho de 2014. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, foram financiados R$ 63,6 bilhões, um resultado 6,7% superior ao de igual período de 2013. Os números consideram apenas os recursos originados no SBPE.
  • RICO TAMBÉM QUER A busca de crédito por parte de pessoas de alta renda também tem aumentado nos últimos tempos. Levantamento feito por uma grande imobiliária paulista, registrou que entre 2009 e 2013 houve um aumento de 686% na quantidade de financiamentos de imóveis acima de R$ 1 milhão. Considerando os valores totais negociados, o crescimento foi de 1.362% no mesmo período.

 

Notas do Mercado Imobiliário – 27 de janeiro a 2 de fevereiro de 2014

26 de Janeiro de 2014
  • CRÉDITO RECORDE O crédito imobiliário no Brasil bateu um novo recorde, fechando o ano de 2013 com quase R$ 110 bilhões em financiamentos concedidos – um avanço de 32% em relação ao ano anterior. A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, que inicialmente previra um aumento de apenas 15%, agora acredita que o volume de empréstimos deverá dobrar em cinco anos.
  • MEIO MILHÃO DE MÚTUOS Apesar do valor destinado ao crédito imobiliário ter crescido quase 1/3 em 2013, na comparação com o ano anterior, o número de imóveis financiados não aumentou na mesma proporção: foram somente 18% a mais (cerca de 530 mil no ano passado, contra aproximadamente 450 mil em 2012). A maior parte dos recursos – quase R$ 77 bilhões -, foi para a aquisição da casa própria,
  • ALTA MODERADA De acordo com a Federação Nacional dos Corretores de Imóveis, a expectativa da entidade é que haja uma desaceleração nos valores dos imóveis em 2014, embora os preços devam continuar subindo diante da demanda e da inflação, que se mantêm. A FNCI estima que este ano os imóveis devam se valorizar em torno de 8%, na média.
  • CASA EM 3D Uma universidade norte-americana, no estado da Califórnia, noticiou que está desenvolvendo uma impressora 3D gigante, com patrocínio da NASA, capaz de construir toda uma casa. Usando uma tecnologia denominada Contour Crafting, o equipamento poderia levantar um imóvel com mais de 230 m² em apenas 20 horas de trabalho. Pode parecer ficção, mas não é.
  • PREFERÊNCIAS MILIARDÁRIAS Levantamento mostra quais os lugares do mundo preferidos pelos grandes milionários. Os norte-americanos estariam inclinados a investir mais no seu próprio país, com destaque para as cidades de Miami, Los Angeles, São Francisco e Nova Iorque. Os europeus diversificam mais, apostando no seu continente, nos EUA, Caribe e Canadá. Os latinos, é claro, optam pelos EUA.
  • AJUDA NOS NEGÓCIOS Para os expertos em marketing digital, o Facebook poderá se tornar o principal canal de relacionamento do corretor de imóveis com o público. Para isso, ele deverá construir, na página do seu perfil, uma boa comunicação com seus amigos virtuais, fazendo com que eles “curtam” o modo com que o profissional interage na rede social. Regra principal: nada de anúncios.
  • CORRETORES ON LINE Cresce a cada dia o número de corretores contratados para trabalhar on line, isto é, para dar atendimento através do computador. Os requisitos para a função, válidos para todas as empresas, são: bons conhecimentos em informática, afinidade com softwares de mensagens instantâneas, raciocínio lógico e rápido e disponibilidade de tempo.
  • NORMAS DA CORRETAGEM Muito mais do que às normas contidas na Lei nº 6.530/78, que regulamentou a profissão, os corretores de imóveis precisam ficar bem atentos aos artigos 722 a 729 do novo Código Civil, em vigor desde 11 de janeiro de 2003. Tais artigos passaram a reger o contrato de corretagem e a disciplinar de modo direto os direitos e deveres das partes envolvidas nesse tipo de negócio.
  • QUEBRA DE CONTRATOS Por conta dos atrasos verificados na entrega de obras, em 2013 aumentou exponencialmente o número de ações judiciais pedindo rescisão de contrato, envolvendo imóveis na planta. Apesar dos processos comprometerem uma quantidade significativa de imóveis, o mercado avalia que não há risco de ocorrer um excesso de oferta quando as incorporadoras os recolocarem à venda.

Notas do Mercado Imobiliário – 13 a 19 de janeiro de 2014

12 de Janeiro de 2014
  • MERCADO OTIMISTA Em 2013, a valorização imobiliária superou de longe a inflação medida pelo IGP-M (5,51%), e em 2014 a expectativa é que o mesmo fato se repita. Animam os empreendedores o crescimento da renda da população e o baixo nível de desemprego, além do fato de vivenciarmos um ano eleitoral. Além disso, hoje os estoques de imóveis novos são inferiores aos de um ano atrás.
  • CRÉDITO IMOBILIÁRIO De acordo com o Banco Central, o crédito imobiliário no País, até o mês de novembro de 2013, já havia alcançado a casa dos R$ 333 bilhões. Apenas nos primeiros 11 meses do ano passado, os empréstimos montaram R$ 99 bilhões – um aumento de 31% na comparação com igual período de 2012. Para 2014, a previsão é que esse tipo de crédito continue crescendo acima da média.
  • EMPRÉSTIMOS FACILITADOS As mudanças introduzidas no crédito imobiliário na última década, facilitaram a expansão do mercado de imóveis. A renda mínima exigida para a contratação de um mútuo imobiliário, por exemplo, foi reduzida ao longo dos anos; em 2005, era necessária uma renda familiar de pelo menos quinze salários mínimos, exigência essa que caiu atualmente para cinco salários.
  • POUPANÇA RECORDE A poupança encerrou o ano de 2013 com 42,9% a mais de recursos que em 2012. Apenas no último mês de dezembro, houve uma captação positiva de R$ 11,2 bilhões, o maior valor mensal desde 1995. Como não existe no horizonte nenhum sinal que a poupança poderá sofrer qualquer espécie de retração em 2014, dinheiro não deverá faltar para financiar o mercado imobiliário via SFH.
  • IMÓVEIS EM ALTA Segundo o índice FipeZap, os preços dos imóveis prontos tiveram uma alta média de 13,7%, em 2013, nas principais cidades. Apesar do crescimento ter sido um pouco menor que em 2012, os analistas avaliam positivamente a performance do mercado, principalmente porque uma boa parte do aumento ocorreu no segundo semestre do ano passado, devendo repercutir em 2014.
  • ESTAMOS EM 7º Conforme a Knight Frank, consultoria imobiliária londrina, o Brasil é o sétimo país do mundo onde os imóveis tiveram a maior valorização anual. Entre os dez primeiros, estamos atrás de Dubai, China, Hong Kong, Taiwan, Indonésia e Turquia, e na frente da Colômbia, Alemanha e Estados Unidos – nessa ordem. Os preços das residências nos países estudados já seriam 4% maiores que o pico, verificado em 2008.
  • LIMITE DOS JUROS O Banco Central fixou em 12,6726% ao ano a taxa máxima de juros para uso, em janeiro, nos contratos de financiamentos imobiliários prefixados do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). É uma consequência da remuneração básica dos depósitos de poupança ter sido estipulada em 0,6005% para o mesmo mês. O mercado estima que essas taxas não devem variar no curto prazo.
  • ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS O endividamento dos brasileiros com o sistema financeiro nacional atingiu um novo patamar, alcançando 45,38% da renda no mês de outubro de 2013 – recorde da série histórica iniciada pelo Banco Central em 2005. Todavia, quando abatidos os débitos de natureza imobiliária, que também representam um investimento, esse endividamento de reduz em um terço, caindo a 30,08%.
  • DIVERGÊNCIA DIRIMIDA A Receita Federal, através da Solução de Divergência nº 39, acaba de reconhecer que as incorporadoras imobiliárias, se optantes pelo regime de tributação do lucro presumido, e com vistas ao pagamento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, podem reconhecer sua receita pelo regime de caixa ou de competência.

Notas do Mercado Imobiliário – 6 a 12 de janeiro de 2014

5 de Janeiro de 2014
  • VALORIZANDO Com base naquilo que o mercado melhor acatou em 2013, deu para perceber que imóvel localizado perto de praças ou parques, com fácil acesso a boas vias de trânsito e com projeto arquitetônico diferenciado, acabou se valorizando mais e tendo maior liquidez que os demais. Das menores às maiores cidades, o comportamento do comprador foi muito semelhante.
  • DESVALORIZANDO Na outra ponta, no ano que passou, o mercado mostrou certa má vontade com imóveis localizados em zonas não tão seguras, muito movimentadas, agitadas à noite ou com ruas passíveis de engarrafamento. Nesses casos, a tendência foi a desvalorização e a dificuldade na venda do imóvel – tanto do novo quanto do usado. Um quadro que deve se repetir em 2014.
  • PRESERVANDO Numa época em que a oferta de imóveis novos é expressiva e as facilidades de financiar são muitas, os proprietários de imóveis usados à venda não podem se descuidar da sua conservação. Fazer uma pintura nova, com cores claras e neutras, e manter o imóvel limpo e bem cuidado, são medidas essenciais para se evitar a depreciação e acelerar um negócio.
  • NOVOS PARÂMETROS Como hoje em dia locomoção já não é mais problema para ninguém – quase todos os imóveis têm ao menos um carro na garagem -, açougue, farmácia, mercado etc. já não precisam ficar tão perto das casas quanto antigamente. Nas capitais, até a proximidade com shoppings já não é tão bem vista como no passado, especialmente por causa do grande trânsito que atraem.
  • COM VARANDA Dado interessante: ao menos na cidade de São Paulo, praticamente todos os apartamentos lançados nos últimos cinco anos, com área privativa superior a 65 m², tinham varanda – um item, hoje, quase que obrigatório. Esse ambiente, além de dar certa “sensação de liberdade” para alguns, ou de “retorno à casa” para outros, também pode simular a experiência de um quintal.
  • MÚTUO FGTS Segundo estimativas da Caixa Econômica Federal, com o aumento do limite para a aquisição de imóvel com recursos do FGTS, 5,4% dos contratos de empréstimo imobiliário passaram a se enquadrar no novo teto. Vale lembrar que esses empréstimos são realizados pelo Sistema Financeiro da Habitação, cujos juros máximos devem respeitar o limite de 12% ao ano.
  • AINDA EM FALTA Apesar de volta e meia alguém falar em “bolha imobiliária”, pelo que se viu em 2013 ela deverá passar longe de 2014. E isso porque, se é real que em algumas regiões do País os lançamentos ficaram concentrados em unidades de alto padrão, que enfrentam alguma dificuldade de escoamento, também é verdade que 85% do mercado é formado por compradores com renda familiar mensal de até 10 salários mínimos, longe de serem completamente atendidos.
  • EXPECTATIVAS 2014 – I No final de 2013, o Núcleo de Real Estate da Escola Politécnica (NRE-Poli) da USP reuniu-se com empresários e executivos do ramo imobiliário para debater as expectativas para 2014. O Grupo concluiu que os preços dos terrenos devem continuar impactando o custo dos empreendimentos, mas que em algumas cidades, como Brasília, Manaus, Salvador e Vitória, os preços devem cair.
  • EXPECTATIVAS 2014 – II De acordo com o NRE-Poli, em 2014 o perfil dos imóveis não deverá mudar, a velocidade das vendas acompanhará o desempenho do ano passado, com viés para baixo, e o crédito imobiliário deverá se manter no mesmo patamar de 2013. Ainda conforme o Grupo, a busca por imóveis residenciais manterá padrão equivalente ao crescimento populacional brasileiro.